domingo, 18 de maio de 2025

Linlithgow Palace - Prisão de Wentworth

 Linlithgow Palace

  Prisão de Wentworth

O Linlithgow Palace atualmente é um antigo palácio real na Escócia e suas ruinas se encontram na cidade de mesmo nome Linlithgow, em uma colina baixa acima de um pequeno lago interior, na região de West Lothian a mais ou menos umas quinze milhas de Edimburgo.

O nome Linlithgow significa o lago na cavidade úmida.

A área foi ocupada pela primeira vez na época dos romanos a mais ou menos 2.000 anos atrás, onde foi construída uma residência real que sobrevive desde o reinado de Davi I, entre 1124 e 1153, que também fundou a cidade que cresceu em torno da residência. 

Mais infelizmente a paz que existia no local foi quebrada em 1296 quando o Rei Eduardo I da Inglaterra invadiu a Escócia. 

A residência conhecida como “martelo dos escoceses”, teve então construída em seu entorno uma defesa formidável em 1302 e passou a ser chamado de “pele” que no francês antigo “Pel” significa “estaca”.

Era uma espécie de solar construído no século XII que depois de dois séculos, foi substituído por essa fortificação que ficou conhecida como The Peel, erguida no século XIV pelo exército inglês sob o comando de Eduardo I.

Isso assim foi feito porque o local onde estava o solar era ideal para a construção de uma fortaleza de base militar para garantir a segurança das rotas das provisões que iam do Castelo de Edimburgo para o Castelo de Stirling.

Só que em torno do ano de 1424, no século XV, a cidade de Linlithgow acabou sendo parcialmente destruída num grande incêndio e junto com ela o castelo, que começou a ser reconstruído pelo Rei Jaime I como uma grande residência para a então realeza escocesa. 

Que acabou se tornando um elegante palácio de prazer, que era usado como parada de descanso bem-vinda pela realeza, como as rainhas Stuarts que gostavam especialmente da paz e do ar fresco.

Neste castelo nasceram vários bebês reais, como: James V em 1512, Maria Rainha da Escócia em 1542 e Princesa Elizabeth em 1596.

A partir do século seguinte, ao longo dos anos, o palácio passou a se desenvolver com uma estrutura formal com um pátio interno, tendo significativas adições feitas pelo então Jaime III e o Jaime IV.

Posteriormente o então Jaime V, nascido no palácio no ano de 1512, acrescentou no castelo a portaria externa e a elaborada fonte do pátio interno que existe até hoje.

Alguns anos depois nasceu no palácio em dezembro do ano de 1542, Maria a rainha dos escoceses, assim como seu pai Jaime V que também nasceu no castelo.

Após passar a sua infância e adolescência na corte do Rei Henrique II e sua esposa Catarina de Médicis na França, casou-se com Delfim François II (Francisco II), casamento esse que dourou apenas alguns meses, pois o rei François faleceu depois de contrair uma infecção no ouvido.

Ela então saiu da França e voltou a viver definitivamente na Escócia, no reino que havia herdado do pai, e lá viveu na residência principal até o final do seu turbulento reinado. 

Então no ano de 1603, após a união das coroas, a corte real ficou a maior parte do tempo morando na Inglaterra após a coroação de Jaime VI com Jaime I da Inglaterra, usando muito pouco o Palácio de Linlithgow, que entrou em rápido declínio.

O apartamento onde nasceu Maria da Escócia, desmoronou em 1607, mas foi reconstruído a mando de Rei Jaime VI, o seu filho, em 1620 no lado norte do castelo.

O único monarca reinante ou o único rei que esteve em Linlithgow despois da reconstrução foi o Rei Carlo I, que ficou apenas uma noite, no ano de 1633.

Posteriormente a única tentativa de reformar o castelo, ou seja, o canto do cisne, aconteceu em setembro de 1745 quando o então rei Carlos Eduardo Stuart visitou o Palácio durante a sua marcha para o sul da Escócia, embora nem tenha passado a noite ali.

Segundo as histórias contadas sobre o local, acredita-se que a fonte do pátio interno jorrou vinho em homenagem a honra de Charles Stuart.

Foi então que durante o século XVIII o exército do Duque de Cumberland destruí quase todo o castelo queimando-o em janeiro de 1746 durante a guerra que aconteceu entre o duque e os apoiantes dos Stuarts, e esse foi o fim do palácio.

Enfim a partir do século XIX o castelo passou a ser ativamente conservado e hoje é administrado e mantido pela a Historic Scotland, sendo aberto aos visitantes durante todo o ano. 

As superfícies de todo o interior do castelo foram feitas principalmente de lajes de pedra e pequenos paralelepípedos. 


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Craigmillar Castle - Prisão Ardsmuir

 

Craigmillar Castle

Prisão Ardsmuir

Esse é um castelo medieval que hoje encontra-se arruinado e fica localizado em Edimburgo, em uma colina baixa ao sul do moderno subúrbio de Craigmillar.

O castelo começou a ser construído no final do século XIV pela então família Preston, barões feudais de Craigmillar.

As terras onde está o castelo foi cedida pela primeira vez aos monges da Abadia de Dunfermline pelo rei David I, filho de Malcolm Canmore e da rainha Santa Margarida ainda no século XII.

Por sua vez a família Preston, que foi dona do castelo por trezentos anos, recebeu terras na propriedade pela primeira vez em 1342 dadas pelo rei David II.

Essa família ocupou cargos de xerife e reitores de Edimburgo por muitos anos, e em uma concessão feita posteriormente no ano de 1374, o rei Roberto II deu o resto das terras de Craigmillar para Sir Simon Preston o sheriff de Midlothian.

Mas não se sabe ao certo se foi se u filho Sir Simon Preston ou seu neto Sir George Preston que começou a construir a torre apalaçada, um dos primeiros tipos de castelo a serem construídos na Escócia e que atualmente forma o coração do castelo.

Essa torre foi citada em uma carta datada de 1425 testemunhada por Sir John Preston, tendo em torno de quinze metros de altura com paredes de quase três metros de espessura, que permite que o castelo resista a um cerco.

No interior da torre encontra-se várias salas, uma cozinha e um imponente grande salão, com uma lareira construída em torno de 1500, e onde provavelmente tinha um teto de madeira pintado.

No andar acima do salão tinha uma sala sem janelas e em cima da cozinha ficava o quarto do senhor do castelo, o único cômodo da propriedade que era privado, além de escadas que davam acesso a parapeitos que tinham ao redor do telhado das lajas de pedra.

Posteriormente a cozinha foi trocada de lugar e ampliada durante as reformas do século XVIII, e o lugar antes onde ficava transformado em um quarto.

Depois da torre já erguida em 1425, uma carta foi selada por Sir John Preston que mandou construir um pátio murado em torno de três lados, que acreditasse ter sido feito em 1442 por Sir William Preston Lord de Gilmerton e Craigmillar, que ao viajar para a França desenhou após uma inspiração continental o seu novo trabalho.

Ele também trouxa da França o osso do braço de St Giles em um relicário que apresentou ao então Edinburgh High Kirk

Ai em 1479, John Stewart o conde de Mar, irmão do rei Jamie III, foi preso em Craigmillar, após ser acusado de praticar bruxaria contra o rei, tendo ali falecido em circunstâncias bem pouco claras.

Então em 1511 ele foi elevado ao status de baronia, tendo as muralhas que cercam o pátio externo construídas com quatro torres em cada canto, além do portão de acesso do jardim oeste adornado com o brasão das armas de Preston com a data de 1510, ao que tudo indica por Simon Preston, um membro do parlamento da escócia por Edimburgo em 1487, que já o havia sucedido em 1478.

Então no ano de 1517 ocorreu um surto de peste em Edimburgo e o rei James V que tinha apenas cinco anos, teve que ser levado para Craigmillar para ser mantido em segurança, tendo seus cômodos equipadas com novas fechaduras e portões de ferro, além de uma estabulo construído para sua mula.

A capela da família dedicada a São Tomás Becket foi construída no pátio externo apareceu em registros pela primeira vez em 1523, tendo jardins a leste e oeste, um terraço ao oeste com grandes janelas com vistas para o jardim, ao sul um jardim informal com um pomar e um tanque de peixes em forma de P pelo nome de Preston. Que é considerado uma raridade por seu recurso de jardim arqueológico de importâncias nacional.

Só que no ano de 1544, durante o Rough Wooing do rei Henrique VIII da Inglaterra, os cidadãos ingleses tentaram impor usando a força, uma aliança através do casamento entre Eduardo Príncipe de Gales, filho de Henrique, e Maria Rainha da Escócia.

Por conta da força militar usada, o castelo foi queimado pelos soldados ingleses ao comando do Conde de Hertford, que foi reparado por Sir Simon Preston com a remodelação das alas e dos fogões domésticas no pátio.

Sir Simon serviu como lorde Provost de Edimburgo durante muitos anos e por sua lealdade e apoio a rainha Maria, teve o mérito de ser nomeado como seu Conselheiro Privado.

A rainha esteve em Craigmillar por duas vezes, em 1563 quando segundo a tradição dormiu na pequena cozinha da torre apalaçada, emborca acredita-se que tenha dormido na nova ala leste, que era uma acomodação muito maior.

Acredita-se que ela gostava de praticar suas habilidades com o tiro de arco e flecha no local

E em 1566 quando se encontrava num péssimo estado de saúde, resultante de uma doença muito grava da qual ela sofria voltou ao castelo para se recuperar e planejas o batizado de seu filho James.

Nesse ano o secretário de Maria, David Rizzio, foi assassinado em um de seus apartamentos e Holyroodhouse com o consentimento explicito de Henry Stuart Lord Damley, marido de Maria, que nuca perdoou.

Vários dos nobres que sempre estavam com ela, sugeriram que devia se afastar de seu marido Henrique Stuart Lorde Damley, de popularidade duvidosa, através do divórcio, anulação ou mesmo de outros meios, mas Maria não queria nenhum plano que viesse colocar em dúvida a legitimidade de seu filho e que arruinasse sua reputação.

Foi aí que que surgiu e foi assinado o acordo conhecido como Craigmillar Bond pelo secretário de estado de Maria, William Maitland of Lethington, e outros nobres declarando a intenção de matar Darnley.

O acordo não sobreviveu por muito tempo, embora tenha deixado enunciado a intenção desses conspiradores de afastar Lord Damley, mesmo Maria deixando claro que era infeliz no casamento e que não feria parte da provável e desconhecida intriga e conspiração para matar seu marido.

Achava-se que Damley viria a alojar-se em um dos quartos de Craigmillar, já que esse era o plano, quando chegasse de Edimburgo, por estar doente com sífilis e Maria ter aceito cuidar dele, mas ele optou por convalescer em uma casa de um tamanho moderado que fica ao redor da igreja de Kirk O’ Field, onde acabou por vir a ser assassinado no dia 10 de fevereiro de 1567 junto com seu servo, através de estrangulamento e posteriormente despedaçado com pólvora.

No ano de 1572, após a fuga da rainha Maria para a Inglaterra, durante a regência de seu filho James, o Regente Mar acabou usando o castelo como uma base para abrigar o seu cerco ao então Castelo de Edimburgo, que foi executado por apoiantes exilados da rainha que se encontrava exilada.

Rei James Vi visitou o castelo em 1589 como convidado de Sir David Preston, que acabou vendendo a propriedade para Sir John Gilmour em 1660 que havia acabado de comprar a propriedade vizinha The Inch.

Por ser um realista e monarquista durante a guerra civil inglesa, Gilmour foi recompensado quando o Rei Carlos II foi restaurado ao trono, tornando-se Lord Presidente da Corte de Sessões em 1661.

Ao longo da década de 1660 a ala oeste do castelo foi reconstruída com acomodações modernas para se adequar ao seu novo status de juiz, com uma grande sala central no piso térreo, uma sala de jantar com grandes janelas e uma lareira de pedra esculpida, que teria um teto de gesso e elementos decorativos.

Foi nesse momento que construí uma cozinha mais espaçosa com uma câmara contendo uma adega por baixo, quatro quartos no primeiro andar.

Porém a família veio a deixar o castelo no início do século XVIII, para morar na casa que tinham na propriedade vizinha a oeste de Craigmillar.

Depois disso o Castelo nunca foi recuperado e passou a ser visto como um lugar romântico no parque da propriedade de Inch, e tornou-se uma popular atração turística no final do século XVIII.

Até que em 1842 foi feito uma proposta de renovação do castelo onde Walter James Gilmour gastou uma grande soma de dinheiro e a própria Rainha Vitoria o visitou em 1886.

Virou tradição visitar o castelo na época que era aberto ao público todos os dias e o chá era servido no Dairy ao lado do castelo até o século XX.

Ele está sobre os cuidados do estado desde do ano de 1946 sendo atualmente cuidado pelo Historic Scotland, e quase todo o castelo está sem teto, o piso interno desapareceu e as janelas foram bloqueadas.

 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Blackness Castle - Fort William

                            



Blackness Castle é uma casa castelo construído no século XV como residência senhorial, mais precisamente no ano de 1445, em Blackness na costa sul do Firth of Forth.

 

A sua estrutura em formato que lembra um navio protegido por muros altos, fez com que recebesse o apelido de “o navio que nunca navegou, além de já ter um nome bem sóbrio, “Castelo da Escuridão”

 

Foi construído por Sir George Crichton, Lord Alto Almirante, Xerife de Linlithgow, Conde de Caithness e o chef de um dos clãs mais poderosos do Sul da escócia, provavelmente no lugar de um forte anterior, pois era o principal porto da cidade que servia o Royal Burgh de Linlithgow, a principal residência desse monarca escocês.

 

Blackness foi construído durante o momento em que aconteciam muitas rixas entre os Crichtons e os Douglases Negros, que acabou resultando na destruição do castelo de Sr George em Barnton, em Edimburgo no ano de 1444.

 

Apesar disso ele só ficou conhecido em 1449 quando serviu como prisão estadual e residência de Sir George até o ano de 1453 quando ele entregou as terras Crichton e o castelo ao rei Jaime V, que continuou usando-o como prisão para abrigar seus inimigos reais, e depois o perdeu para seu herdeiro despossuído James Crichton após capturá-lo e mantê-lo contra o rei, que o sitiou e tomou de volta no mesmo ano.

 

Porém o rei tornou o castelo uma fortaleza, apesar dele continuar servindo como prisão estadual e o colocou sob a proteção de um guardião que muitas vezes também era o xerife de Linlithgow.

 

Em 1534 foi implantado um programa de fortificação de artilharia no castelo, onde o mestre de obras do rei, Sir James Hamilton de Finnart, especialista no assunto, introduziu várias inovações tecnológicas no local, incluindo uma complexa entrada que tinha o caponier, uma passagem dentro da parede externa da entrada do castelo que permitia que os defensores do fort atirassem nas costas de qualquer pessoa que violasse o portão.

 

As paredes do muro em torno do castelo foram alargadas por dentro indo do Sul para o Leste com um metro e meio a mais de cinco metros de espessura em alguns lugares, e foram abertas portas ou ameias para os soldados empunharem suas armas durante as batalhas. Além do aumento na parede sul para a construção de uma nova torre.

 

Mesmo depois da morte por traição de Finnart em 1540 a reforma continuou sob a supervisão do pároco de Dysart, onde a masmorra e as torres da cozinha ganharam uma cobertura de relva chamada brume e pomba.

 

Nos pés da torre principal do castelo, foi construído um fosso, onde os prisioneiros que incomodavam os guardas do fort, eram lançados do alto da torre, e funcionava como uma espécie de cova com uma entrada para a água do mar que quando ficava com a maré alta levada os corpos embora.

 

Esse projeto foi impulsionado pela eminente ameaça da Inglaterra protestante governado por Henrique VIII, que em 1542 teve as principais obras da reforma interrompidas por conta da morte de Jaime V na Guerra da Corte Bruta.

 

O prisioneiro mais famoso mantido aqui nessa prisão foi David Beaton de St Andrews em 1543, que foi por um bom tempo um dos principais rivais do conde de Arran, o regente da escócia quando a rainha Maria, era criança.

 

Com a reforma escocesa o castelo foi dominado através de uma negociação, por James Hamilton o Duque de Châtellerault, o líder dos Lorde da Congregação, e dois capitães ingleses, Dethick e Wood, tomaram posse do local no dia quinze de abril de mil quinhentos e sessenta, fazendo pequenos reparos durante esses anos.

 

Ele foi transformado em uma das mais eficientes fortificações de artilharia, possuindo o chamado Power Position, onde eram colocados os canhões que apontavam diretamente para o rio e o mar.

 

Mas Blackness voltou para seu herdeiro legitimo, Maria rainha da escócia, que com a guerra civil mariana foi forçada a abdicar do trono em 1567, e manteve a guarnição do castelo leal e ela, mesmo com a mudança de lado do guardião Alexander Stewart.

 

Só que em 1572 Lord Claud Hamilton conseguiu recapturar o castelo de volta para Maria, atrapalhando o transporte do forte no ano seguinte, mesmo este estando bloqueado.

 

Ai James Kirkcaldy, irmão de William Kirkcaldy de Grange, chegou ao castelo com armas e dinheiro para apoiar o lado da rainha, mas como teve seu navio capturado, ele e o castelo não tiveram outra alternativa a não ser se render em uma semana.

 

Até que em 1580 Malcon Douglas entrego Blackness a Lord Robert Stewart, depois de ter removido a grade do portão da torre, a sua fechadura e a fechadura da prisão, além das plataformas de madeira dos parapeitos das janelas, o que impossibilitou a defesa do castelo.

 

As suas defesas não foram mais usadas até 1650, quando o exército de Oliver Cromwell sitiou o castelo, depois de sua invasão a escócia, que mesmo com a tecnologia da artilharia que melhoraram as suas defesas, não foram suficientes para suportar as defesas das tropas de Finnart, e o exército escoceses logo se rendeu após o bombardeiro ocorrido por terra e mar, e Blackness foi abandonado.

 

Ele não sofreu, mas nenhum reparo até 1667, quando passou a ser usado novamente como prisão e teve a torre sul reconstruída com uma padaria instalada no subsolo e uma nova escada.

 

Com o passar do tempo, entre os anos 1670 e 1680, Carlos II e Jaime VII aprisionaram muitos comandantes.

 

Em 1693 a espora foi aumentada com um corrimão na parede e a torre norte reduzida para ser instalada três plataformas de armas com vistas para o Forth.

 

Até que em 1700, o castelo passou a ser usado como prisão de guerra de marinheiros e soldados estrangeiros capturados durantes a guerra que ocorreu com a França, a Espanha e os Eua.

 

Então em 1707 com a união da escócia com a Inglaterra o castelo deixou de ser uma prisão, ao invés de ser mantida e guarnecida como uma fortaleza pelo exército britânico, que contava com quinze homens no final do século XVIII.

 

Até que entre os anos de 1759 e 1815 Blackness novamente foi forçado a servir como prisão para manter os prisioneiros de guerra franceses durante os conflitos do final do século XVIII e início do século XIX.

 

No ano de 1879 mais uma vez o castelo mudou e tornou-se um depósito de munição escocesa, onde foram realizadas inúmeras obras, como a cobertura de todo o pátio e o nivelamento do terreno até a nascente.

 

Foi preenchido a vala defensiva e construído quartéis ao sul, o cais de ferro fundido foi construído em 1868 com portão e ponte levadiça.

 

Esse depósito fechou em 1912 quando o exército escocês foi lutar na primeira guerra mundial e o castelo após o fim da guerra, teve seus cuidados passados ao escritório de obras do Historic Environment Scotland.

 

Enfim entre 1926 e 1935 foi realizado um programa de restauro, que retirou quase todas as obras feitas no século XIX e reconstruí os elementos medievais antes existentes, embora não reflitam plenamente as características originais do castelo, tornando-o uma atração turística aberta ao público.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Midhope Castle - Lallybroch



Midhope Castle é uma casa torre construída no século XVI que fica localizado na propriedade Hopetoun em Abercorn, próximo de South Queensferry.


Inicialmente pertenceu a John Martyne Laird de Midhope que adquiriu o terreno chamado Medhope após uma disputa de fronteiras com Henry Levingstone em 1438 e então construí o castelo onde morou até a sua morte em 1478, deixando o local sem herdeiro.

 

Depois da morte de Martyne a casa foi adquirida por Alexander Drummond e sua esposa Marjorie Bruce em 1582 passando por uma grande reforma até 1587 sendo a primeira fase da estrutura que conhecemos hoje, onde foi reconstruído a torre principal de cinco andares com os dois bartizaris, embora muitos digam que ainda pode ser visto parte do castelo original construído no século XVI nas abóbodas da cave do castelo.

 

Após a morte de Drummond a propriedade passou para seu filho mais no Robert e sua esposa, já que o filho mais velho Alexandre havia morrido.

 

Porém depois da morte de Robert a propriedade deveria ser passada para seu filho Alexander, mas como o mesmo acabou sendo morta na Guerra dos Três Reinos em 1645, a propriedade acabou ficando sem herdeiro mais uma vez.

 

Um ano após isso o castelo e suas terras vizinhas passaram a ser propriedade de George Livingston o terceiro Conde de Linlithgow que residiu em Medhope até o ano de 1676, onde construiu o portal e a verga e dando a forma ao castelo que vemos hoje.  

 

Mas acreditasse que James Livingston quinto Conde de Linlithgow tenha vivido no castelo, após a morte de George, por conta das inicias JL estarem gravadas no portal do século XVII localizado ao lado do castelo.

 

Então em 1678 John Hope adquiriu o castelo e a construção da propriedade entrou em sua fase final onde a extensão do lado leste foi ampliada passando a ter quatro andares que praticamente duplicaram a quantidade de quartos da casa, e foi construído um novo pátio e adicionado uma nova porta ao edifício.


Mas depois de quatro anos em 1682 John tristemente se afogou durante do navio naufrágio onde estava acompanhando o Duque de York o futuro Rei James VII de volta para a escócia.

 

Seu filho Charles que tinha apenas um ano de idade na época, herdou toda a propriedade de Hopetoun tendo sua mãe Lady Margaret Hamilton como sua guardiã.

 

Até que depois que a construção de Hopetoun House foi concluída em 1707 de forma muito maior e extravagente, o edifício de Medhope Castle passou a ser classificado de segunda categoria na Hopetoun Estate e passou a ser usado no século XIX como pensão para os trabalhadores da propriedade.

 

Acredita-se que como a casa posou a ser usada como a ser reaproveitada como habitação pelos funcionários, foi subdividida em seu interior atual, embora o que se sabe é que os arquitetos escoceses David MacGibbon e Thomas Ross catalogaram em seu livro a subdivisão já concluída.

 

Do século XX em diante o castelo passou a ter um declínio constante em sua estrutura passando a ficar em ruinas na parte externa, até que em 1988 quando houve um grande esforço de restauração a casca abandonada com o telhado da torre da ala oeste desaparecido completamente e o telhado da torre da ala leste em sério estado de conservação.


Enfim um novo projeto de restauração foi feito e a propriedade recebeu um novo telhado e novas janelas, embora seu interior continue vazio e abandonado.