Linlithgow Palace
Prisão de Wentworth
O Linlithgow Palace atualmente é um antigo palácio real na Escócia e suas ruinas se encontram na cidade de mesmo nome Linlithgow, em uma colina baixa acima de um pequeno lago interior, na região de West Lothian a mais ou menos umas quinze milhas de Edimburgo.
O nome Linlithgow significa o lago na cavidade úmida.
A área foi ocupada pela primeira vez na época dos romanos a mais ou menos 2.000 anos atrás, onde foi construída uma residência real que sobrevive desde o reinado de Davi I, entre 1124 e 1153, que também fundou a cidade que cresceu em torno da residência.
Mais infelizmente a paz que existia no local foi quebrada em 1296 quando o Rei Eduardo I da Inglaterra invadiu a Escócia.
A residência conhecida como “martelo dos escoceses”, teve então construída em seu entorno uma defesa formidável em 1302 e passou a ser chamado de “pele” que no francês antigo “Pel” significa “estaca”.
Era uma espécie de solar construído no século XII que depois de dois séculos, foi substituído por essa fortificação que ficou conhecida como The Peel, erguida no século XIV pelo exército inglês sob o comando de Eduardo I.
Isso assim foi feito porque o local onde estava o solar era ideal para a construção de uma fortaleza de base militar para garantir a segurança das rotas das provisões que iam do Castelo de Edimburgo para o Castelo de Stirling.
Só que em torno do ano de 1424, no século XV, a cidade de Linlithgow acabou sendo parcialmente destruída num grande incêndio e junto com ela o castelo, que começou a ser reconstruído pelo Rei Jaime I como uma grande residência para a então realeza escocesa.
Que acabou se tornando um elegante palácio de prazer, que era usado como parada de descanso bem-vinda pela realeza, como as rainhas Stuarts que gostavam especialmente da paz e do ar fresco.
Neste castelo nasceram vários bebês reais, como: James V em 1512, Maria Rainha da Escócia em 1542 e Princesa Elizabeth em 1596.
A partir do século seguinte, ao longo dos anos, o palácio passou a se desenvolver com uma estrutura formal com um pátio interno, tendo significativas adições feitas pelo então Jaime III e o Jaime IV.
Posteriormente o então Jaime V, nascido no palácio no ano de 1512, acrescentou no castelo a portaria externa e a elaborada fonte do pátio interno que existe até hoje.
Alguns anos depois nasceu no palácio em dezembro do ano de 1542, Maria a rainha dos escoceses, assim como seu pai Jaime V que também nasceu no castelo.
Após passar a sua infância e adolescência na corte do Rei Henrique II e sua esposa Catarina de Médicis na França, casou-se com Delfim François II (Francisco II), casamento esse que dourou apenas alguns meses, pois o rei François faleceu depois de contrair uma infecção no ouvido.
Ela então saiu da França e voltou a viver definitivamente na Escócia, no reino que havia herdado do pai, e lá viveu na residência principal até o final do seu turbulento reinado.
Então no ano de 1603, após a união das coroas, a corte real ficou a maior parte do tempo morando na Inglaterra após a coroação de Jaime VI com Jaime I da Inglaterra, usando muito pouco o Palácio de Linlithgow, que entrou em rápido declínio.
O apartamento onde nasceu Maria da Escócia, desmoronou em 1607, mas foi reconstruído a mando de Rei Jaime VI, o seu filho, em 1620 no lado norte do castelo.
O único monarca reinante ou o único rei que esteve em Linlithgow despois da reconstrução foi o Rei Carlo I, que ficou apenas uma noite, no ano de 1633.
Posteriormente a única tentativa de reformar o castelo, ou seja, o canto do cisne, aconteceu em setembro de 1745 quando o então rei Carlos Eduardo Stuart visitou o Palácio durante a sua marcha para o sul da Escócia, embora nem tenha passado a noite ali.
Segundo as histórias contadas sobre o local, acredita-se que a fonte do pátio interno jorrou vinho em homenagem a honra de Charles Stuart.
Foi então que durante o século XVIII o exército do Duque de Cumberland destruí quase todo o castelo queimando-o em janeiro de 1746 durante a guerra que aconteceu entre o duque e os apoiantes dos Stuarts, e esse foi o fim do palácio.
Enfim a partir do século XIX o castelo passou a ser ativamente conservado e hoje é administrado e mantido pela a Historic Scotland, sendo aberto aos visitantes durante todo o ano.
As superfícies de todo o interior do castelo foram feitas principalmente de lajes de pedra e pequenos paralelepípedos.

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