Blackness Castle é uma casa castelo
construído no século XV como residência senhorial, mais precisamente no ano de
1445, em Blackness na costa sul do Firth of Forth.
A sua estrutura em formato que lembra
um navio protegido por muros altos, fez com que recebesse o apelido de “o navio
que nunca navegou, além de já ter um nome bem sóbrio, “Castelo da Escuridão”
Foi construído por Sir George Crichton,
Lord Alto Almirante, Xerife de Linlithgow, Conde de Caithness e o chef de um
dos clãs mais poderosos do Sul da escócia, provavelmente no lugar de um forte
anterior, pois era o principal porto da cidade que servia o Royal Burgh de
Linlithgow, a principal residência desse monarca escocês.
Blackness foi construído durante o
momento em que aconteciam muitas rixas entre os Crichtons e os Douglases
Negros, que acabou resultando na destruição do castelo de Sr George em Barnton,
em Edimburgo no ano de 1444.
Apesar disso ele só ficou conhecido em
1449 quando serviu como prisão estadual e residência de Sir George até o ano de
1453 quando ele entregou as terras Crichton e o castelo ao rei Jaime V, que
continuou usando-o como prisão para abrigar seus inimigos reais, e depois o
perdeu para seu herdeiro despossuído James Crichton após capturá-lo e mantê-lo
contra o rei, que o sitiou e tomou de volta no mesmo ano.
Porém o rei tornou o castelo uma
fortaleza, apesar dele continuar servindo como prisão estadual e o colocou sob
a proteção de um guardião que muitas vezes também era o xerife de Linlithgow.
Em 1534 foi implantado um programa de
fortificação de artilharia no castelo, onde o mestre de obras do rei, Sir James
Hamilton de Finnart, especialista no assunto, introduziu várias inovações
tecnológicas no local, incluindo uma complexa entrada que tinha o caponier, uma
passagem dentro da parede externa da entrada do castelo que permitia que os
defensores do fort atirassem nas costas de qualquer pessoa que violasse o
portão.
As paredes do muro em torno do castelo
foram alargadas por dentro indo do Sul para o Leste com um metro e meio a mais
de cinco metros de espessura em alguns lugares, e foram abertas portas ou ameias
para os soldados empunharem suas armas durante as batalhas. Além do aumento na
parede sul para a construção de uma nova torre.
Mesmo depois da morte por traição de
Finnart em 1540 a reforma continuou sob a supervisão do pároco de Dysart, onde
a masmorra e as torres da cozinha ganharam uma cobertura de relva chamada brume
e pomba.
Nos pés da torre principal do castelo,
foi construído um fosso, onde os prisioneiros que incomodavam os guardas do
fort, eram lançados do alto da torre, e funcionava como uma espécie de cova com
uma entrada para a água do mar que quando ficava com a maré alta levada os
corpos embora.
Esse projeto foi impulsionado pela
eminente ameaça da Inglaterra protestante governado por Henrique VIII, que em
1542 teve as principais obras da reforma interrompidas por conta da morte de
Jaime V na Guerra da Corte Bruta.
O prisioneiro mais famoso mantido aqui
nessa prisão foi David Beaton de St Andrews em 1543, que foi por um bom tempo
um dos principais rivais do conde de Arran, o regente da escócia quando a
rainha Maria, era criança.
Com a reforma escocesa o castelo foi
dominado através de uma negociação, por James Hamilton o Duque de
Châtellerault, o líder dos Lorde da Congregação, e dois capitães ingleses,
Dethick e Wood, tomaram posse do local no dia quinze de abril de mil quinhentos
e sessenta, fazendo pequenos reparos durante esses anos.
Ele foi transformado em uma das mais
eficientes fortificações de artilharia, possuindo o chamado Power Position,
onde eram colocados os canhões que apontavam diretamente para o rio e o mar.
Mas Blackness voltou para seu herdeiro
legitimo, Maria rainha da escócia, que com a guerra civil mariana foi forçada a
abdicar do trono em 1567, e manteve a guarnição do castelo leal e ela, mesmo
com a mudança de lado do guardião Alexander Stewart.
Só que em 1572 Lord Claud Hamilton
conseguiu recapturar o castelo de volta para Maria, atrapalhando o transporte
do forte no ano seguinte, mesmo este estando bloqueado.
Ai James Kirkcaldy, irmão de William
Kirkcaldy de Grange, chegou ao castelo com armas e dinheiro para apoiar o lado
da rainha, mas como teve seu navio capturado, ele e o castelo não tiveram outra
alternativa a não ser se render em uma semana.
Até que em 1580 Malcon Douglas entrego
Blackness a Lord Robert Stewart, depois de ter removido a grade do portão da
torre, a sua fechadura e a fechadura da prisão, além das plataformas de madeira
dos parapeitos das janelas, o que impossibilitou a defesa do castelo.
As suas defesas não foram mais usadas
até 1650, quando o exército de Oliver Cromwell sitiou o castelo, depois de sua
invasão a escócia, que mesmo com a tecnologia da artilharia que melhoraram as suas
defesas, não foram suficientes para suportar as defesas das tropas de Finnart,
e o exército escoceses logo se rendeu após o bombardeiro ocorrido por terra e
mar, e Blackness foi abandonado.
Ele não sofreu, mas nenhum reparo até
1667, quando passou a ser usado novamente como prisão e teve a torre sul
reconstruída com uma padaria instalada no subsolo e uma nova escada.
Com o passar do tempo, entre os anos
1670 e 1680, Carlos II e Jaime VII aprisionaram muitos comandantes.
Em 1693 a espora foi aumentada com um
corrimão na parede e a torre norte reduzida para ser instalada três plataformas
de armas com vistas para o Forth.
Até que em 1700, o castelo passou a ser
usado como prisão de guerra de marinheiros e soldados estrangeiros capturados
durantes a guerra que ocorreu com a França, a Espanha e os Eua.
Então em 1707 com a união da escócia
com a Inglaterra o castelo deixou de ser uma prisão, ao invés de ser mantida e
guarnecida como uma fortaleza pelo exército britânico, que contava com quinze
homens no final do século XVIII.
Até que entre os anos de 1759 e 1815
Blackness novamente foi forçado a servir como prisão para manter os
prisioneiros de guerra franceses durante os conflitos do final do século XVIII
e início do século XIX.
No ano de 1879 mais uma vez o castelo
mudou e tornou-se um depósito de munição escocesa, onde foram realizadas
inúmeras obras, como a cobertura de todo o pátio e o nivelamento do terreno até
a nascente.
Foi preenchido a vala defensiva e
construído quartéis ao sul, o cais de ferro fundido foi construído em 1868 com
portão e ponte levadiça.
Esse depósito fechou em 1912 quando o
exército escocês foi lutar na primeira guerra mundial e o castelo após o fim da
guerra, teve seus cuidados passados ao escritório de obras do Historic
Environment Scotland.
Enfim entre 1926 e 1935 foi realizado
um programa de restauro, que retirou quase todas as obras feitas no século XIX
e reconstruí os elementos medievais antes existentes, embora não reflitam
plenamente as características originais do castelo, tornando-o uma atração
turística aberta ao público.

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