quinta-feira, 5 de maio de 2022

Blackness Castle - Fort William

                            



Blackness Castle é uma casa castelo construído no século XV como residência senhorial, mais precisamente no ano de 1445, em Blackness na costa sul do Firth of Forth.

 

A sua estrutura em formato que lembra um navio protegido por muros altos, fez com que recebesse o apelido de “o navio que nunca navegou, além de já ter um nome bem sóbrio, “Castelo da Escuridão”

 

Foi construído por Sir George Crichton, Lord Alto Almirante, Xerife de Linlithgow, Conde de Caithness e o chef de um dos clãs mais poderosos do Sul da escócia, provavelmente no lugar de um forte anterior, pois era o principal porto da cidade que servia o Royal Burgh de Linlithgow, a principal residência desse monarca escocês.

 

Blackness foi construído durante o momento em que aconteciam muitas rixas entre os Crichtons e os Douglases Negros, que acabou resultando na destruição do castelo de Sr George em Barnton, em Edimburgo no ano de 1444.

 

Apesar disso ele só ficou conhecido em 1449 quando serviu como prisão estadual e residência de Sir George até o ano de 1453 quando ele entregou as terras Crichton e o castelo ao rei Jaime V, que continuou usando-o como prisão para abrigar seus inimigos reais, e depois o perdeu para seu herdeiro despossuído James Crichton após capturá-lo e mantê-lo contra o rei, que o sitiou e tomou de volta no mesmo ano.

 

Porém o rei tornou o castelo uma fortaleza, apesar dele continuar servindo como prisão estadual e o colocou sob a proteção de um guardião que muitas vezes também era o xerife de Linlithgow.

 

Em 1534 foi implantado um programa de fortificação de artilharia no castelo, onde o mestre de obras do rei, Sir James Hamilton de Finnart, especialista no assunto, introduziu várias inovações tecnológicas no local, incluindo uma complexa entrada que tinha o caponier, uma passagem dentro da parede externa da entrada do castelo que permitia que os defensores do fort atirassem nas costas de qualquer pessoa que violasse o portão.

 

As paredes do muro em torno do castelo foram alargadas por dentro indo do Sul para o Leste com um metro e meio a mais de cinco metros de espessura em alguns lugares, e foram abertas portas ou ameias para os soldados empunharem suas armas durante as batalhas. Além do aumento na parede sul para a construção de uma nova torre.

 

Mesmo depois da morte por traição de Finnart em 1540 a reforma continuou sob a supervisão do pároco de Dysart, onde a masmorra e as torres da cozinha ganharam uma cobertura de relva chamada brume e pomba.

 

Nos pés da torre principal do castelo, foi construído um fosso, onde os prisioneiros que incomodavam os guardas do fort, eram lançados do alto da torre, e funcionava como uma espécie de cova com uma entrada para a água do mar que quando ficava com a maré alta levada os corpos embora.

 

Esse projeto foi impulsionado pela eminente ameaça da Inglaterra protestante governado por Henrique VIII, que em 1542 teve as principais obras da reforma interrompidas por conta da morte de Jaime V na Guerra da Corte Bruta.

 

O prisioneiro mais famoso mantido aqui nessa prisão foi David Beaton de St Andrews em 1543, que foi por um bom tempo um dos principais rivais do conde de Arran, o regente da escócia quando a rainha Maria, era criança.

 

Com a reforma escocesa o castelo foi dominado através de uma negociação, por James Hamilton o Duque de Châtellerault, o líder dos Lorde da Congregação, e dois capitães ingleses, Dethick e Wood, tomaram posse do local no dia quinze de abril de mil quinhentos e sessenta, fazendo pequenos reparos durante esses anos.

 

Ele foi transformado em uma das mais eficientes fortificações de artilharia, possuindo o chamado Power Position, onde eram colocados os canhões que apontavam diretamente para o rio e o mar.

 

Mas Blackness voltou para seu herdeiro legitimo, Maria rainha da escócia, que com a guerra civil mariana foi forçada a abdicar do trono em 1567, e manteve a guarnição do castelo leal e ela, mesmo com a mudança de lado do guardião Alexander Stewart.

 

Só que em 1572 Lord Claud Hamilton conseguiu recapturar o castelo de volta para Maria, atrapalhando o transporte do forte no ano seguinte, mesmo este estando bloqueado.

 

Ai James Kirkcaldy, irmão de William Kirkcaldy de Grange, chegou ao castelo com armas e dinheiro para apoiar o lado da rainha, mas como teve seu navio capturado, ele e o castelo não tiveram outra alternativa a não ser se render em uma semana.

 

Até que em 1580 Malcon Douglas entrego Blackness a Lord Robert Stewart, depois de ter removido a grade do portão da torre, a sua fechadura e a fechadura da prisão, além das plataformas de madeira dos parapeitos das janelas, o que impossibilitou a defesa do castelo.

 

As suas defesas não foram mais usadas até 1650, quando o exército de Oliver Cromwell sitiou o castelo, depois de sua invasão a escócia, que mesmo com a tecnologia da artilharia que melhoraram as suas defesas, não foram suficientes para suportar as defesas das tropas de Finnart, e o exército escoceses logo se rendeu após o bombardeiro ocorrido por terra e mar, e Blackness foi abandonado.

 

Ele não sofreu, mas nenhum reparo até 1667, quando passou a ser usado novamente como prisão e teve a torre sul reconstruída com uma padaria instalada no subsolo e uma nova escada.

 

Com o passar do tempo, entre os anos 1670 e 1680, Carlos II e Jaime VII aprisionaram muitos comandantes.

 

Em 1693 a espora foi aumentada com um corrimão na parede e a torre norte reduzida para ser instalada três plataformas de armas com vistas para o Forth.

 

Até que em 1700, o castelo passou a ser usado como prisão de guerra de marinheiros e soldados estrangeiros capturados durantes a guerra que ocorreu com a França, a Espanha e os Eua.

 

Então em 1707 com a união da escócia com a Inglaterra o castelo deixou de ser uma prisão, ao invés de ser mantida e guarnecida como uma fortaleza pelo exército britânico, que contava com quinze homens no final do século XVIII.

 

Até que entre os anos de 1759 e 1815 Blackness novamente foi forçado a servir como prisão para manter os prisioneiros de guerra franceses durante os conflitos do final do século XVIII e início do século XIX.

 

No ano de 1879 mais uma vez o castelo mudou e tornou-se um depósito de munição escocesa, onde foram realizadas inúmeras obras, como a cobertura de todo o pátio e o nivelamento do terreno até a nascente.

 

Foi preenchido a vala defensiva e construído quartéis ao sul, o cais de ferro fundido foi construído em 1868 com portão e ponte levadiça.

 

Esse depósito fechou em 1912 quando o exército escocês foi lutar na primeira guerra mundial e o castelo após o fim da guerra, teve seus cuidados passados ao escritório de obras do Historic Environment Scotland.

 

Enfim entre 1926 e 1935 foi realizado um programa de restauro, que retirou quase todas as obras feitas no século XIX e reconstruí os elementos medievais antes existentes, embora não reflitam plenamente as características originais do castelo, tornando-o uma atração turística aberta ao público.

Nenhum comentário:

Postar um comentário